PGR ainda vai analisar citações a André Vargas
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quarta-feira, 16 de abril de 2014
Das Agências 
No último dia 7, a Justiça Federal decidiu enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) todos os documentos dos autos da Operação Lava Jato que ligam o doleiro Alberto Youssef ao deputado federal André Vargas (PT-PR). Na condição de parlamentar, Vargas detém foro privilegiado. Caberá à Corte encaminhar o caso à Procuradoria Geral da República (PGR). A Procuradoria decidirá se pede ou não abertura de investigação contra Vargas.
A Justiça avalia que ainda é prematura afirmação de que o relacionamento entre o doleiro e André Vargas "teria natureza criminosa". Mas, as frequentes citações a Vargas nos autos da Lava Jato já são suficientes para o deslocamento dessa etapa do caso para o Supremo.
Vargas teria ajudado Youssef a conseguir uma parceria pela qual o Ministério da Saúde pagaria R$ 31 milhões para um laboratório que estava quebrado, chamado de Labogen. A PF colheu indícios de que funcionários do Ministério da Saúde ajudaram Vargas e Youssef a se associar com a EMS, o maior laboratório em faturamento no país (R$ 5,8 milhões em 2012, o último dado disponível).
O Ministério da Saúde cancelou a parceria depois que a Folha de S.Paulo questionou o órgão sobre o acordo. Nenhum valor foi desembolsado e o dinheiro só seria pago mediante a entrega do medicamento.


