O subsídio pago às empresas de transporte coletivo de Londrina - hoje com valor máximo de R$ 6,9 milhões por ano - pode sofrer corte de 30%, conforme prevê o contingenciamento financeiro decretado pelo Executivo para toda a administração. Esta era uma das dúvidas que o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) queria esclarecer antes de decidir sobre o eventual reajuste do valor da passagem. Segundo o procurador-geral do município, Zulmar Fachin, que assina o parecer sobre o assunto, ''o contigenciamente em tese, é possível, pois a lei se refere às diretrizes orçamentárias do município, porém, a decisão caberá ao prefeito''.
Kireeff recebeu o parecer elaborado pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) ontem à tarde, porém a definição sobre a tarifa, segundo assessoria de imprensa, deve ocorrer apenas na semana que vem. Embora a lei aprovada há dois anos estabeleça o subsídio durante o ano de 2013, a prefeitura fica livre para alterar o valor de R$ 0,15 por passagem, atualmente bancado pelos cofres públicos. Hoje esse repasse mantém a tarifa em R$ 2,20. ''Foi outra pergunta que respondemos ao prefeito. Na verdade é possível reduzir o número de pessoas que são atendidas pelo subsídio.''
Fachin explicou que a lei define um teto orçamentário para o subsídio, ''e como toda a previsão orçamentária, pode não ser alcançada''. Assim, um eventual reajuste da tarifa não obrigaria a prefeitura a alterar também o valor máximo do subsídio.

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