São Paulo - Em parecer emitido ontem, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) diz que a Rede Sustentabilidade, nova sigla da ex-ministra Marina Silva, "ainda não demonstrou o caráter nacional" exigido para a constituição de um partido político e pede que sejam juntadas ao processo de registro novas assinaturas de apoio. Dos documentos encaminhados à PGE constam 304.099 fichas de apoiamento validadas por cartórios eleitorais. O mínimo exigido em lei são cerca de 492 mil. O grupo entregou ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um último lote de assinaturas, com 136 mil apoios, que anexadas ao processo somarão 440 mil nomes.
O parecer pede que, depois de agregadas as novas assinaturas e de totalizadas pela Justiça Eleitoral, o processo seja reencaminhado para a PGE. No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, opina a favor de que sejam consideradas pelo TSE as certidões emitidas por cartórios, sem necessidade de análise prévia pelos tribunais regionais.
O caso da Rede deve ser julgado na primeira semana de outubro. Marina precisa que o partido seja legalizado até 5 de outubro para que possa concorrer por ele à presidência da República.

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