PGE-GO impede volta de Delúbio à rede de ensino
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quinta-feira, 05 de janeiro de 2006
Adriana Chaves<br> Folhapress 
São Paulo A PGE (Procuradoria Geral do Estado) de Goiás negou ontem recurso que pedia o retorno do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares ao cargo de professor da rede estadual de ensino. Ele não poderá retornar ao cargo enquanto responder ao processo administrativo disciplinar instaurado pela Secretaria da Educação desde abril do ano passado.
O despacho do subprocurador geral do Estado, Antônio Guido Pratti, não autorizando Delúbio a reassumir imediatamente as aulas de matemática no Lyceu de Goiânia foi encaminhado à secretária da Educação de Goiás, Eliane França, não localizada ontem. O ex-tesoureiro havia requerido em setembro seu retorno às salas de aula.
Para a PGE, ''não se pode dar retorno imediato ao servidor, sob pena de tal ato implicar até mesmo na perda de objeto da ação disciplinar''. A Secretaria Estadual da Educação apura, desde abril de 2005, as condições em que o ex-tesoureiro se licenciou da função de professor de matemática para assumir um cargo de chefia no Sintego (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás). Há suspeitas de irregularidades no processo.
Investigações do Ministério Público concluíram que Delúbio recebeu indevidamente do Estado, de 1994 a 1998 e de 2001 a janeiro deste ano, salário de aproximadamente R$ 1.000. O prejuízo aos cofres públicos, segundo cálculos atualizados, chega a R$ 165 mil.
Na semana passada, o Tribunal de Justiça de Goiás concedeu liminar tornando indisponíveis cinco veículos pertencentes ao ex-tesoureiro petista e a duas ex-presidentes do Sintego em ação civil de improbidade administrativa movida pela promotoria.
O advogado de Delúbio, Sebastião Ferreira Leite, classificou a decisão da PGE de ''perseguição política'' e disse que recorrerá dela no Conselho Superior do Servidor Público e ao governo do Estado, além de denunciar o caso à OIT (Organização Internacional do Trabalho).


