PFL vai usar teatro para protestar contra governo
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de agosto de 2003
Ricardo Mignone<BR>Agência Folha 
Brasília O PFL, partido com maior bancada de oposição na Câmara, usará artistas fantasiados para protestar contra a reforma tributária e o que chamam de ''política desmedida de elevação de impostos'' praticada pelo governo. A manifestação será realizada na próxima terça-feira, e foi batizada de ''Dia da Forca''.
O motivo da escolha da data é que entrará em vigor amanhã o aumento de 167% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas e a elevação da alíquota da Cofins paga pelas instituições financeiras, que passará de 3% para 4%. As medidas fazem parte da minirreforma tributária editada em 2002 em uma medida provisória.
Por conta da reforma tributária, os pefelistas estão fazendo paródia com a sigla do PT. Para eles, ao invés de Partido dos Trabalhadores, o significado da legenda deveria ser ''Partido dos Tributos''.
A manifestação seria realizada amanhã, mas o partido decidiu transferí-la para o dia seguinte, quando já será maior a movimentação política em Brasília.
O ''Dia da Forca'' será marcado pela encenação de uma peça teatral em frente ao Congresso, cujo tema será o aumento de impostos e a reforma. A encenação, marcada para as 15 horash, será feita por atores fantasiados e um sósia de Lula.
Além do teatro, deverão ser espalhadas faixas no gramado da Esplanada dos Ministérios e um carro de som deverá percorrer o Eixo Monumental dizendo palavras de ordem contra o governo.
A manifestação está sendo organizada pelo deputado José Roberto Arruda (PFL-DF) e pelo senador Paulo Octávio (PFL-DF).
Dentro do Congresso, os líderes do partido na Câmara e no Senado farão discursos nos plenários. Nos Estados também haverá manifestações, com discursos nas Assembléias Legislativas.
O partido escolheu a forca para simbolizar a manifestação alegando que ela foi o ''instrumento degradante do martírio de Tiradentes'' e é o ''símbolo da indignação atual dos brasileiros contra o aumento de impostos, a um só tempo humilhante, para os cidadãos, e altamente negativa para o desenvolvimento nacional''.


