PFL vai realizar pesquisa para testar pré-candidatos ao Senado
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segunda-feira, 11 de março de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O PFL do Paraná vai patrocinar uma pesquisa, em todo Estado, para testar o potencial eleitoral de quatro nomes ao Senado. Serão avaliados o deputados federais Abelardo Lupion e Luciano Pizzatto, a vice-governadora, Emília Belinati, e o ex-chefe da Casa Civil Alceni Guerra.
O partido está apreensivo em relação ao desgaste da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, pré-candidata do PFL à presidência. A ordem, portanto, é fortalecer a legenda no Estado, com nomes de peso, para facilitar as negociações com outros partidos.
A divulgação maciça da apreensão de documentos feita pela Polícia Federal na sede da empresa Lunus que pertence a Roseana e a seu marido, Jorge Murad fez com que muitos pefelistas passassem a duvidar da consolidação da candidatura da governadora. A apreensão está relacionada às investigações de desvio de verbas da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
O assunto foi debatido ontem na reunião da executiva estadual do partido, que trabalha com a tese de lançar candidato próprio no Paraná. Até o momento, os pré-candidatos são o deputado federal Rafael Greca e o secretário do Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski.
Uma corrente acredita que a entrega dos cargos de primeiro e segundo escalão no governo federal pode ser revertida, reativando a aliança entre PFL e PSDB. Talvez PFL e PSDB possam sair abraçados, avaliou o deputado Nelson Justus (PFL).
Considerando a instabilidade do momento, o PFL decidiu reforçar a chapa. O momento é de grande reviravolta. Temos que fortalecer as candidaturas, comentou Durval Amaral (PFL), líder do governo na Assembléia Legislativa. O partido vai estimular o lançamento de candidatos nas regiões, consultando prefeitos, vereadores e lideranças. Segundo Amaral, como estímulo está sendo prometida participação no governo. A estratégia também serve como preparação para as eleições para prefeito, em 2004.
Os pefelistas estão desconfortáveis com a posição do governador Jaime Lerner (PFL), que tem declarado apoio à candidatura do tucano José Serra. A avaliação, nos bastidores, é de que, com esse comportamento, Lerner quer garantir a eleição. Ele aposta no FHC e não no Serra, comentou um aliado do governo.
A vice-governadora colocou seu nome à disposição para o Senado meta que Emília se viu forçada a abandonar em 1998, em favor do acordo branco entre PFL e PSDB. Mas se disputar as eleições, Emília não pode assumir o governo se Lerner se candidatar a algum cargo.


