PFL vai punir deputados que votaram com o governo
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quinta-feira, 03 de junho de 2004
Agência Folha 
São Paulo - A Executiva Nacional do PFL decidiu abrir processo disciplinar contra os deputados Cleuber Carneiro (MG) e Lael Varella (MG), que ontem votaram contra o dispositivo apresentado pelo partido para ampliar o reajuste do salário mínimo para R$ 275.
O relator do processo será o deputado Gilberto Kassab (SP), presidente do Diretório estadual da sigla. Caso consigam livrar-se da expulsão, os dois pefelistas ''rebeldes' devem ser punidos com o afastamento das atividades na Câmara, como a participação em comissões e relatorias.
Anteontem o governo aprovou a medida provisória que reajustou o salário mínimo para R$ 260. Antes da votação da MP, os deputados governistas já haviam derrubado por 266 votos contra 167, e seis abstenções, o substitutivo apresentado pelo PFL.
Um destaque encaminhado pelo PSDB, que pedia a retroatividade do reajuste de R$ 260 para abril, foi rejeitado por 231 votos contra e 160 a favor. Dez deputados se abstiveram.
Cinco petistas votaram a favor do substitutivo do PFL, contrariando a orientação da Executiva Nacional, e podem ser punidos pela direção da sigla. Os deputados Chico Alencar (RJ), Doutora Clair (PR), Ivan Valente, João Alfredo (CE) e Walter Pinheiro (BA). Nazareno Fonteles (PI), Mauro Passos (SC), Luiz Alberto (BA), Luciano Zica (SP) se abstiveram. Eles não deverão ser expulsos, mas é provável que sejam barrados de participar das comissões da Casa.
O presidente do PT, José Genoino, afirmou hoje que direção do partido discutirá uma eventual punição, mas ''sem clima de guerra e de vingança''.


