PFL vai punir deputados contrários às reformas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de novembro de 1997
Agência Estado Brasília 
O PFL decidiu ontem punir qualquer um dos deputados do partido que votar contra a aprovação das reformas administrativa e da Previdência, optar pela abstenção ou faltar à sessão. As punições, de acordo com o estatuto do PFL, são: advertência formal, a pena mais leve; suspensão, pena intermediária; e expulsão, pena mais pesada.
Se algum parlamentar for expulso não poderá se candidatar em 1998, pois o prazo de filiação partidária terminou. O segundo turno da reforma administrativa deverá ser votado no dia 19; a reforma da Previdência, que retornou modificada pelos senadores, deverá ter o primeiro turno de votação ainda neste ano.
O presidente Fernando Henrique Cardoso pediu pressa na votação das reformas aos líderes aliados. A decisão do PFL de punir os rebeldes foi tomada hoje, em reunião da Executiva Nacional do partido, por sugestão do líder Inocêncio Oliveira (PE).
Dos atuais 107 deputados do PFL, só Roberto Pessoa (CE) votou contra a reforma administrativa no primeiro turno. Se repetir o voto, será punido. O deputado Jair Soares (RS) absteve-se na votação da Previdência. Também será punido caso se abstenha novamente.
O presidente do PFL, José Jorge, acha que a expulsão é pena muito forte. Ele defende a suspensão ou a advertência. É a primeira vez que o PFL adota postura tão radical em relação às reformas constitucionais.


