O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) defendeu ontem na Bahia, durante o lançamento da Escola Nacional de Gestores Públicos do Partido da Frente Liberal (PFL), a adoção de um ‘‘orçamento impositivo’’ nas prefeituras de todo País. Com este orçamento, argumentou o senador baiano, ‘‘os recursos são colocados onde têm que ser colocados’’, inibindo assim a corrupção.
As declarações foram dadas a partir de Salvador, local de onde ACM participou da aula inaugural do ‘‘programa de treinamento para as eleições’’, transmitida ao vivo em circuito exclusivo de tevê, para 150 pontos espalhados pelo País. Candidados do partido a vereador e a prefeito de todo Brasil puderam participar. A Escola Nacional é coordenada pelo paranaense Alceni Guerra, prefeito de Pato Branco (PR).
Os discursos proferidos durante a ‘‘aula inaugural’’ foram diferentes. Enquanto ACM respondeu sobre temas de sua preferência – o orçamento e o Fundo de Combate à Pobreza – em São Paulo, o presidente do diretório estadual Cláudio Lembo defendeu a iniciativa do PFL em promover o programa de treinamento. ‘‘Ela visa a criação de políticos qualificados, tirando o espaço dos demagogos.’’
De Brasília, o vice-presidente Marco Maciel disse que ‘‘a formação da cidadania é a solução do País’’. A governadora do Maranhão Roseana Sarney afirmou ser preciso ter ousadia para promover reformas administrativas. Ela relembrou suas peregrinações pelo interior do Estado e o projeto de reestruturação da máquina do governo que empreendeu. ‘‘Deu certo.’’
De Pato Branco (PR), o prefeito Alceni Guerra assinalou que ‘‘o eleitor não vota nos candidatos, vota nele mesmo, nos sonhos dele’’. Um candidato a prefeito de Florianópolis perguntou: ‘‘Como um candidato do PFL deve responder quando questionado sobre corrupção?’’ O ex-ministro da Saúde no governo Fernando Collor de Mello (1990-92) disse que ‘‘a bandeira do PFL é o combate intransigente à corrupção’’.

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