Lideranças do PFL passaram o dia ontem buscando uma fórmula política para garantir o acordo fechado domingo entre o deputado federal Abelardo Lupion e o atual presidente do partido, o empresário José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho. Pelo acordo, Lupion sai como candidato único à presidência do PFL, na convenção estadual em 10 de abril, e Carvalhinho é deslocado para a executiva nacional.
O líder da bancada pefelista, Joaquim dos Santos Filho, tinha uma audiência marcada ontem com o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, para tratar da acomodação de Carvalhinho. O Paraná possui apenas um representante na executiva nacional: Werner Wanderer, na segunda tesouraria. Seu suplente é o prefeito de Pato Branco, o ex-ministro da Saúde Alceni Guerra. Wanderer manifestou à bancada seu interesse em permanecer no posto, o que desencadeou o processo de negociação do grupo com Bornhausen.
Alceni Guerra e o deputado federal Affonso Camargo - que também está de olho na composição do comando nacional - disseram ontem que abrem mão de suas pretensões em favor de Carvalhinho. ‘‘Se a bancada achar que é uma solução, abro mão. Mas tudo vai depender do desenrolar das conversas com o Werner (Wanderer)’’, observou Camargo. ‘‘Pelo consenso, cedo. O Carvalhinho é um grande amigo’’, reforçou Alceni, por telefone.
Além da vaga da segunda tesouraria de Wanderer, o PFL busca nos cargos de suplente e de vogal espaço para negociar. O PFL nacional tem 17 integrantes, cinco deles compõem a executiva nacional, o que torna concorrido o processo de seleção dos nomes. A Folha tentou ontem falar com Wanderer, mas não foi possível.

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