Luciana Pombo
De Curitiba
O governador Jaime Lerner (PFL), o ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL), e o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), se reuniram no final da tarde de ontem para discutir a sucessão municipal na capital paranaense. A intenção é diminuir as divergências internas no partido e começar a minimizar os efeitos do anúncio de pré-candidatos em partidos aliados, como o PTB.
O anúncio do deputado estadual Beto Richa (PTB), filho do ex-governador José Richa, de que irá disputar a eleição municipal de Curitiba desestruturou a campanha de reeleição de Taniguchi. ‘‘Hoje a eleição não tem favorito, o governo precisa se articular se quiser garantir a reeleição do Cássio’’, disse o deputado Anibal Khury (PFL), presidente da Assembléia Legislativa.
A articulação política começou pelos principais líderes do partido no Estado. Apesar das desavenças por causa da sucessão ao governo do Estado, que terá longa discussão nos próximos anos, Lerner quer unir Taniguchi e Greca numa estratégia de combate para impedir que a briga entre o PFL e o PTB tome proporções maiores. ‘‘Acho que as desavenças serão acertadas para o bem do partido’’, argumentou Khury.
O ministro Rafael Greca disse ontem à Folha que será acessível aos pedidos feitos pelo governador Jaime Lerner. ‘‘Conversamos há mais de 30 anos e nunca tivemos problemas que não pudessem ser sanados’’, garantiu. De acordo com Greca, Taniguchi é o candidato natural do PFL para as eleições do ano que vem. ‘‘Pelo processo de reeleição, os titulares dos cargos são os candidatos naturais, a população não esperaria diferente, até porque os atuais prefeitos merecem passar por um julgamento popular’’. No entanto, Greca lembrou que o partido ainda não tem candidato e que a campanha não começou. ‘‘O partido irá dar o apoio na hora certa. Por enquanto, não temos candidatos’’. Até o fechamento desta edição, o encontro não havia terminado.

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