Brasília O PFL conta com o PSDB para formar um ''voto da oposição'' e tentar derrubar no Conselho de Ética o parecer pela cassação do mandato do deputado Roberto Brant (PFL-MG), único oposicionista entre os 11 parlamentares que respondem a processos no conselho por envolvimento com o ''valerioduto''. A votação do parecer contra Brant foi adiada de hoje para amanhã porque o conselho tinha de cumprir prazo de duas sessões ordinárias da Câmara. A sessão de sexta-feira não pôde ser contabilizada porque não teve o quórum mínimo de 51 deputados.
Como Ângela Guadagnin (PT-SP) tem votado contra a condenação máxima em todos os casos, alguns pefelistas acreditam que também podem contar com o voto da deputada. O problema é que os conselheiros pefelistas dificilmente votarão em defesa dos petistas que estão na fila das cassações. O PFL tem três votos no conselho. Com os dois dos tucanos e o de Ângela, seriam seis votos contra o parecer do relator Nelson Trad (PMDB-MS). Para derrubar o relatório, são necessários pelo menos oito votos. Os pefelistas têm dúvidas se conseguirão os dois votos do PP. O PFL não se compromete em votar a favor dos deputados do PP investigados no conselho.
''Minha avaliação é que teremos de oito a nove votos favoráveis ao deputado Brant'', disse ontem o líder do partido na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), que esteve no Conselho de Ética para mostrar aos conselheiros informações da empresa Usiminas sobre a doação de R$ 102,8 mil a Roberto Brant, quando o deputado concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2004. Brant está sendo processado porque não declarou a doação, repassada por uma empresa de Marcos Valério Fernandes de Souza. (L.N.L./AE)

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