PFL tenta adiar sindicância contra ACM
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segunda-feira, 17 de março de 2003
Agência Estado 
Brasília- O PFL tentará adiar até maio o início da sindicância contra o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. Os pefelistas querem esperar o fim do inquérito da Polícia Federal (PF) sobre o suposto envolvimento de ACM nos grampos da Bahia. A medida foi anunciada ontem pelo líder do partido, José Agripino (RN). Segundo ele, não há motivos para o Senado avançar no caso antes do resultado das investigações policiais.
''É preciso que se faça uma avaliação sobre o que a Polícia Federal está fazendo'', alegou. ''A polícia tem todos os instrumentos para fazer a investigação e está agindo bem.'' É o que também acham o corregedor Romeu Tuma (PFL-SP) e o presidente do conselho, Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS).
O PT e seus aliados estão divididos. Os líderes concordam em atrelar os trabalhos do conselho ao inquérito, até para não criar atritos com os pefelistas, mas boa parte da bancada prefere iniciar logo a sindicância. Eles tentarão chegar a um acordo antes da reunião do conselho.
Pelas previsões do delegado encarregado do inquérito, Gecival Gomes de Souza, a apuração só deve terminar em maio, dentro da prorrogação concedida pela Justiça. Segundo ele, até lá, serão ouvidos cerca de 20 depoentes, entre eles ACM. Até agora, em quase três meses, a PF ouviu 17 pessoas.
Embora os argumentos do PFL tenham chance de serem acolhidos pela maioria do conselho, a nova composição do órgão é desfavorável a ACM. Apenas os três pefelistas, de um total de 15 titulares, devem tomar o partido do senador baiano. Outro apoio possível é o do senador João Alberto (PMDB-MA), tido como nome mais forte para ocupar a relatoria da sindicância, caso ela seja aberta. Alberto informou que foi convidado para o cargo, mas que ainda não sabe se vai aceitá-lo.


