Curitiba - A executiva estadual do PFL decidiu ontem selar acordo político com o PSDB e demais partidos que dão sustentação ao governador Jaime Lerner (PFL), desde 1994, ano de sua primeira eleição. Os pefelistas, entretanto, não avalizaram o nome do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), como o candidato do grupo ao governo, o que leva à estaca zero as negociações em torno da chapa governista.
O PFL reafirmou ainda a sua disposição em atrair o PPB e PSL. O PTB também está nos planos, caso o partido não seja obrigado a apoiar o senador Alvaro Dias (PDT) ao governo, por conta de acordos nacionais que estão sendo costurados em Brasília. ‘‘Temos nomes para indicar’’, disse o deputado estadual Durval Amaral, líder do governo na Assembléia Legislativa, sem citar nenhum nome.
O PFL não quer melindrar ainda mais a relação com o PSDB. O partido tem o deputado federal Rafael Greca e o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski como pré-candidatos. Como a decisão foi não formalizar aval ao tucano Beto Richa, a melhor estratégia é mesmo não se posicionar nem internamente. A avaliação é que, sem uma definição nacional das alianças, seria prematuro anunciar abertamente o apoio ao filho do ex-governador José Richa.
Durante esta semana, o ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, presidente do diretório regional do PFL, terá reuniões com as principais lideranças dos partidos que compõe a base governista para tentar arrematar o acordo. João Elísio foi aclamado como sendo o único negociador do partido. As definições e discussões travadas nas reuniões serão levadas para a próxima reunião da executiva, na segunda-feira. ‘‘Vamos agora em busca de um nome de consenso da base aliada’’, disse Amaral.
Dos 86 prefeitos paranaenses do PFL, nove estiveram representados na reunião de ontem. Na visão dos prefeitos – que defenderam a composição da aliança –, neste momento, o cabeça de chapa tem que ser do PFL. Eles citam como opção, além de Greca e Ficinski, o ex-chefe da Casa Civil Alceni Guerra. Guerra, no entanto, deve buscar uma vaga na Câmara Federal.
Os prefeitos fizeram questão de se posicionar antes de a executiva do partido tomar uma decisão final. Eles não querem ficar alijados do processo sucessório, argumentando que são responsáveis por quase 2 milhões de votos no Interior.

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