Leandro Donatti
Curitiba

A bancada federal do Paraná está na imininência de oficializar uma ‘guerra’ interna. Os deputados se reúnem hoje às 10 horas, no plenário 10 do Congresso Nacional, para definir o novo coordenador do grupo, sem a participação do PFL. A costura política do deputado federal José Borba (PTB), que convocou a reunião e que tenta se reeleger por mais um ano, provocou um racha entre os deputados. O PFL está desligado do restante da bancada, por decisão própria, desde a semana passada.
Paulo Cordeiro (PFL) ficou durante meses cobiçando a função. Ontem, antecipou que não será mais candidato e que os oito deputados do partido vão boicotar a reunião. ‘‘Esse Borba está querendo forçar a barra e é foco de desagregação’’, reclamou o deputado, que diz ter sua pré-candidatura apoiada por 18 assinaturas, num manifesto. Segundo Cordeiro, Borba (foto) não tem mais condições de representar o grupo. ‘‘Além de interferir nas indicações do Ministério da Agricultura nas regionais do Paraná, ele não defendeu a inclusão de emendas defendidas pela oposição, que também tem direitos’’, acusou.
Cordeiro admite que a sua pretensão como candidato só vingaria se Borba lhe cedesse espaço para ser o nome de consenso, o que acabou não acontecendo. ‘‘Não vou disputar um negócio que é um ônus’’, prometeu. O deputado informou que a partir de agora o PFL trabalha paralelamente aos demais parlamentares. Werner Wanderer será a ponte do PFL junto ao governo federal. Abelardo Lupion, o representante da bancada junto ao governo Lerner. E ele, Cordeiro, o coordenador do partido no Orçamento da União.
A Folha tentou contato com José Borba, ontem, através do seu gabinete em Brasília, mas não conseguiu. O deputado alegou, no entanto, para deputados mais próximos que os mesmos motivos que o elegeram em 97 coordenador da bancada o reconduzirão novamente. Na semana passada, Borba esteve em Curitiba e disse que a mudança de nomes nas regionais do Ministério da Agricultura não teve sua influência. Ele citou Londrina, como exemplo. Sustentou que a substituição de Francisco Coelho Marques por Luiz Carlos Zanon Jr. ‘‘extrapolou a sua alçada’’ e que a mudança foi por vontade da vice-governadora Emília Belinati (PTB).

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