A direção estadual do PFL começou ontem a definir a chapa que disputará as eleições gerais do ano que vem. Cansados do suspense criado pelo governador Jaime Lerner que resiste em anunciar a sua opção partidária e revelar qual o impacto que a transferência do seu grupo vai provocar, os pefelistas decidiram tomar a iniciativa. A reunião, a portas fechadas, foi no gabinete de Aníbal Khury, na Assembléia Legislativa.
Segundo o presidente regional, José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho, o partido não pode mais ficar aguardando o anúncio do governador para se organizar. ‘‘Os prazos de filiação são fatais e existem regiões onde o PFL não tem candidato e que precisamos buscar’’, declarou o dirigente, citando Foz do Iguaçu como exemplo.
Para Carvalhinho, a filiação de Lerner ‘‘independe’’ da chapa que começa a ser fechada. ‘‘De forma alguma estamos fechando as portas, nem excluindo ninguém (os aliados de Lerner ainda sem partido), mas não podemos ficar esperando as coisas acontecer. Não fomos informados sequer de quem seguirá o governador, caso ele venha a assinar ficha no nosso partido’’, avalia o presidente do PFL.
Além dos novos deputados filiados ao partido, a reunião de ontem contou com a presença do ex-presidente estadual Joaquim dos Santos Filho e dos deputados federais Affonso Camargo e Abelardo Lupion. Na avaliação da direção do PFL, o grupo elege de 20 a 25 deputados estaduais e de 12 a 15 federais sem as eventuais adesões pedetistas que a filiação de Lerner possa provocar.
Carvalhinho dá como certa as adesões de Nelson Tureck, Edno Guimarães e Valmor Trentini. ‘‘Estamos fazendo esses encontros preliminares para evitar congestionamentos nas regiões. Pudemos detectar que isso não ocorrerá. Existem regiões que o partido comporta até três candidatos’’, garante. (L.D.)

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