Curitiba - O deputado federal Rafael Greca deve ser testado para o Senado à sua revelia. A executiva estadual do PFL articula a inclusão de seu nome na pesquisa que o partido decidiu patrocinar em todo o Paraná, para medir o potencial eleitoral de alguns pefelistas. Se a decisão for oficializada, Greca passa de candidato ao governo, o que vem defendendo há meses, a candidato ao Senado.
Confuso com a incerteza em torno da candidatura à presidência da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o comando pefelista no Paraná trabalha pela construção de uma chapa forte na eleição majoritária (governador, vice e Senado). A decisão, entretanto, pode abrir uma crise interna. Greca não quer concorrer ao Senado. Recusou a oferta no final do ano passado, quando o governador Jaime Lerner (PFL) lhe fez a proposta.
O PFL já bateu o martelo com relação aos nomes da vice-governadora, Emília Belinati, dos deputados federais Abelardo Lupion e Luciano Pizzatto, e do ex-chefe da Casa Civil Alceni Guerra. Eles estarão na pesquisa, conforme informação da executiva estadual. A data do levantamento ainda não foi definida.
Procurado pela Folha, Greca protestou ao saber da intenção em incluí-lo na sondagem. ‘‘O que foi combinado foram os quatro nomes para análise. Essa pesquisa ainda não foi encomendada. Quando for, será com aqueles quatro nomes.’’ O deputado reafirmou sua disposição de disputar a sucessão de Lerner. Além de Greca, disputa a indicação o secretário de Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski.
A tese de candidatura própria, defendida por Greca e Ficinski, entretanto, tem entraves. Caso seja reeditada nacionalmente a aliança PFL-PSDB, o partido poderá ter que recuar no Estado e não apresentar candidato ao governo. O partido não planeja, por enquanto, encomendar pesquisa com os nomes ao governo.
Aliados de Greca acreditam que a intenção de testar o potencial eleitoral do deputado, ao Senado, faz parte de estratégia do grupo majoritário comandado por Lerner –que defende a aliança com o PSDB – para confundir os eleitores.

mockup