Curitiba - O PFL do Paraná não deverá ter candidato próprio para o governo do Estado. Tudo ainda depende da chamada ''verticalização'' determinação que obrigaria os partidos a manterem a mesma coligação nacional nos estados. Enquanto não houver uma determinação nacional sobre o assunto, o partido não quer oficializar uma possível coligação com o PDT e o PSDB. Mas não esconde a vontade de ter como candidato ao governo do Estado o senador Osmar Dias (PDT). Prova disto, foi a homenagem realizada ontem pela Câmara Municipal de Curitiba aos representantes nacionais do PFL Jorge Bornhausen (PFL-SC) e Cesar Maia (prefeito do Rio de Janeiro e virtual candidato à presidência da República). Osmar Dias estava presente e foi amplamente elogiado pelos pefelistas. O cacique do PSDB do Paraná e prefeito de Curitiba, Beto Richa, também participou do encontro.
''Nosso coração gostaria de ter o senador Osmar Dias dentro do PFL. Já que não é possível, gostaríamos de tê-lo como candidato ao governo do Estado. Mas é precipitado falarmos algo neste momento. Tudo depende ainda da verticalização. Se houver a verticalização, estaremos preparados'', pontuou o prefeito Cesar Maia, que foi lançado candidato à presidência numa convenção nacional do partido realizada no último dia 16 de dezembro. Caso não seja possível uma aliança entre os três partidos, os virtuais pré-candidatos ao governo seriam o vereador de Curitiba Fábio Camargo (presidente do PFL de Curitiba) e o ex-prefeito Cassio Taniguchi, cogitado para disputar o Senado numa ampla aliança de oposição ao governador Roberto Requião (PMDB).
Bornhausen evitou falar do atual governo do Paraná, mas fez profundas críticas ao estilo ditatorial e pouco reflexivo de Requião, que estaria prejudicando os produtores rurais com a política de luta contra os transgênicos. Outro ponto muito criticado foi o apoio dado por Requião para os movimentos sociais ligados à terra. ''Fazer oposição ao governo do Paraná e ao governo Lula é uma obrigação democrática'', pontuou o senador catarinense. O governo federal foi quem recebeu as maiores críticas dos peefelistas. O partido está elaborando um cronograma político e programas partidários para evitar o chamado ''caos da economia brasileira''.
''O Brasil vive uma situação de risco político crescente. A natureza autoritária do governo do PT é cada vez maior. As decisões de intervenção em órgãos democráticos, como a imprensa e o Ministério Público, a grande carga tributária e a política de juros altos inibem o crescimento econômico. A economia não cresce com tanta carga tributária. Estamos construindo propostas que ajudem os empresários e a população, com menos impostos. E que promovam o crescimento nacional'', discursou Maia, já mostrando qual deve ser o tom eleitoral em 2006. Maia criticou os gastos públicos do governo Lula, como os gastos com viagens (cerca de R$ 1 bilhão no ano passado); a criação de 13 mil cargos em comissão; aumento do número de servidores na máquina administrativa.
Bornhausen pontuou que a intenção do PFL é conquistar a presidência da República e os governos estaduais. Independente de linha ideológica partidária. ''Temos que deixar de lado esse fisiologismo. O PT falava que era de esquerda e está atuando como partido de direita. Eu prefiro ficar no centro'', considerou ele. O PFL sempre foi considerado como um dos mais importantes partidos de direita no Brasil. ''O povo brasileiro quer resultados.''

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