Salvador - O ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) confirmou que tem conversado sobre mudanças no programa eleitoral com o candidato da Frente Trabalhista à Presidência da República, Ciro Gomes (PPS), mas negou que passará a integrar a cúpula da campanha e tampouco ''cederá'' o publicitário Fernando Barros, que trabalha nesta eleição para o PFL baiano.
Um outro impedimento de Barros está no fato de sua empresa, a Propeg, ter algumas contas de órgãos do governo federal. ''Isso tudo é boato'', disse ACM ontem, na capital baiana, logo após participar de comício no município de Ruy Barbosa.
Conforme ACM, Ciro se mostrou receptivo às suas idéias. ''Acho que ele deveria mudar o cenário do programa'', explicou, lembrando que o candidato tucano José Serra (PSDB) está utilizando vários artistas e Ciro também deveria fazer isso. Para ACM, o candidato da Frente Trabalhista é melhor que seus concorrentes na oratória. ''É preciso tratar (nos programas) do combate à corrupção, na questão da segurança pública, no emprego. E ligar o Serra ao governo Fernando Henrique Cardoso. que produziu esse caos econômico que o Brasil está atravessando.''
É cada vez mais marcante a interferência de líderes pefelistas na campanha do candidato trabalhista. O presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, também defendeu mais críticas ao governo, mas acha que elas podem ser feitas por outras pessoas: ''Ciro deve ter um papel propositivo, porque isso vem dando certo.'' De qualquer forma, ele disse que o programa deve mudar e logo. ''É preciso não só uma resposta ao Serra, mas uma reordenação do programa e isso deveria começar a partir de amanhã (hoje)'', defendeu.
Para os pefelistas, a campanha ainda tem um caráter muito ''paroquial'' e os programas de Ciro são ''quase amadores'', ''coisa de micro-empresário''.

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