PFL quer coordenar a oposição
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sexta-feira, 25 de outubro de 2002
João Domingos<BR>Agência Estado 
São Paulo O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), reivindica para o seu partido o comando da oposição, caso o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, vença amanhã a eleição presidencial. ''Entendo que quem ganha é governo e quem perde é oposição'', afirmou, ontem, Bornhausen.
Segundo ele, a direção do bloco oposicionista deve ser do PFL porque o partido ainda é o maior no Senado e o segundo na Câmara, em número de representantes. Bornhausen anunciou para a próxima quinta-feira uma reunião da Executiva Nacional do partido, quando será decidida a forma de fazer oposição ao eventual governo de Lula.
O senador disse acreditar que seja possível fechar questão contra a participação de qualquer integrante do PFL num governo petista. Neste caso, quem desobedecer poderá ser expulso. Bornhausen mandou um aviso ao eventual governo do PT: ''O PFL ficará na oposição, mas não terá atitude radical semelhante à dos petistas''.
Para ele, o partido de Lula prejudicou o Brasil, durante 8 anos, por fazer uma oposição sectária e irracional ao presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), do qual o PFL foi aliado até o final do ano passado.
Questionado se o PFL que foi governo desde a sua criaação saberá fazer oposição, o senador repsondeu que o partido não tem outro caminho a seguir: ''Como derrotado, o único caminho legítimo ao partido é o da oposição. E por ser o que tem o maior número de senadores e o segundo maior número de deputados, caberá ao PFL a liderança do bloco de oposição.''
Ele garantiu, no entanto, que a oposição não será ''rancorosa'' de forma alguma. ''Não queremos repetir o tipo de oposição feita pelo PT'', afirmou.


