O PTB, o PPB e o PFL podem se unir e formar um bloco alternativo para as eleições do próximo ano. A proposta foi apresentada na manhã de ontem, durante uma reunião da executiva estadual do PFL. O grupo, liderado pelo deputado federal Affonso Camargo (PFL), ‘‘quer ser uma terceira via’’, caso a disputa eleitoral se polarize entre o PSDB e o PMDB no Paraná.
‘‘Não precisamos nos encostar nesses dois partidos’’, defende Camargo. Segundo ele, ‘‘candidaturas próprias são mais vantajosas’’. O deputado cita como exemplo a estratégida da candidatura de Luciano Pizzatto à Prefeitura de Curitiba, em 92. ‘‘Na época, mesmo com a derrota, elegemos oito vereadores, número superior às quatro cadeiras que garantimos na Câmara com a aliança firmada com Cássio Taniguchi’’, contabiliza.
Affonso Camargo aponta o nome do ex-governador Jaime Canet Júnior como ‘‘referência para uma possível candidatura ao governo do Estado’’, em 98, mas ressalva que há ‘‘outras lideranças’’ que podem representar a frente nas eleições para governador, senador e deputados federais e estaduais.
Cautela Os presidentes dos diretórios do PTB, Nelson Justus, e do PPB, Borges da Silveira, classificaram como ‘‘válida’’ a tentativa de união das siglas, mas se mostram cautelosos.
Justus entende que esse tipo de discussão exige ‘‘ampliação e aprofundamento’’. ‘‘A única certeza que temos é que não esvaziaremos o PTB’’, diz o secretário da Indústria e Comércio do governo Lerner. Ele aposta no fortalecimento do PTB baseado nas dissidências tucanas e pedetistas que a filiação do governador Jaime Lerner pode provocar.
O ex-ministro Borges da Silveira endossa a abertura de negociações, mas acredita que a costura de uma aliança dessas dimensões só deve acontecer no final de junho, quando os partidos iniciam o processo de realização de suas convenções.

mockup