PFL propõe aliança com PPB e PTB para eleição
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segunda-feira, 28 de abril de 1997
Leandro Donatti Sucursal de Curitiba 
O PTB, o PPB e o PFL podem se unir e formar um bloco alternativo para as eleições do próximo ano. A proposta foi apresentada na manhã de ontem, durante uma reunião da executiva estadual do PFL. O grupo, liderado pelo deputado federal Affonso Camargo (PFL), quer ser uma terceira via, caso a disputa eleitoral se polarize entre o PSDB e o PMDB no Paraná.
Não precisamos nos encostar nesses dois partidos, defende Camargo. Segundo ele, candidaturas próprias são mais vantajosas. O deputado cita como exemplo a estratégida da candidatura de Luciano Pizzatto à Prefeitura de Curitiba, em 92. Na época, mesmo com a derrota, elegemos oito vereadores, número superior às quatro cadeiras que garantimos na Câmara com a aliança firmada com Cássio Taniguchi, contabiliza.
Affonso Camargo aponta o nome do ex-governador Jaime Canet Júnior como referência para uma possível candidatura ao governo do Estado, em 98, mas ressalva que há outras lideranças que podem representar a frente nas eleições para governador, senador e deputados federais e estaduais.
Cautela Os presidentes dos diretórios do PTB, Nelson Justus, e do PPB, Borges da Silveira, classificaram como válida a tentativa de união das siglas, mas se mostram cautelosos.
Justus entende que esse tipo de discussão exige ampliação e aprofundamento. A única certeza que temos é que não esvaziaremos o PTB, diz o secretário da Indústria e Comércio do governo Lerner. Ele aposta no fortalecimento do PTB baseado nas dissidências tucanas e pedetistas que a filiação do governador Jaime Lerner pode provocar.
O ex-ministro Borges da Silveira endossa a abertura de negociações, mas acredita que a costura de uma aliança dessas dimensões só deve acontecer no final de junho, quando os partidos iniciam o processo de realização de suas convenções.


