Até no PFL, que também está de olho em 2000, a notícia sobre o projeto do PMDB não foi bem vinda. ‘‘Tudo vai depender do resultado dessas eleições’’, advertiu o vice-presidente do PFL, deputado José Jorge (PE). ‘‘Uma coisa é ganhar nas pesquisas. Nosso desafio é ganhar nas urnas’’, avisa. Desde o ano passado, o PFL havia lançado o seu projeto de sucessão de Fernando Henrique, que ficou interrompido com a morte do deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), em abril. Desde lá, os caciques pefelistas não falam mais nisso. ‘‘Esta não é a hora para iniciar esse tipo de debate. É hora de união e não de antagonismos’’, observou José Jorge.
No comitê da reeleição de Fernando Henrique, o assunto virou tabu durante toda a semana. Todos tentavam esconder o mal-estar causado pela iniciativa peemedebista. ‘‘Para um partido que vinha dividido, e encontrou o seu eixo, é natural que exista um momento de euforia’’, avaliou um coordenador da campanha, tentando ressaltar o lado positivo do episódio PMDB. Mas uma coisa é certa entre os aliados. Numa tribo onde só existe cacique, será um grande feito para o PMDB conseguir consenso em torno de um nome. Afinal, presidenciáveis não faltam: Itamar Franco, José Sarney, Antônio Britto, Jarbas Vasconcelos...(AE)

mockup