PFL pode romper com PSDB e lançar candidato ao governo
Curitiba - O PFL do Paraná retomou a tese de lançar candidato próprio à sucessão do governador Jaime Lerner (PFL). Durante reunião ontem em Curitiba, o partido decidiu, pela primeira vez, colocar dois nomes para avaliação interna do partido e das alianças: o deputado federal Rafael Greca e o secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski. Por enquanto, nenhum dos dois tem o apoio irrestrito dos pefelistas e do governador Jaime Lerner (PFL).
O primeiro possível reflexo da decisão do PFL estadual seria o sepultamento de uma aliança com o PSDB no Estado, que lançou o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, como pré-candidato ao governo. As articulações rumo à eleição, no entanto, estão engessadas. Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não se pronunciar sobre a obrigatoriedade ou não de reproduzir nos estados as coligações firmadas pelas direções nacionais, as conversas permanecem emperradas.
A candidatura própria nos estados é defendida pela cúpula nacional do PFL, com o objetivo de garantir palanques eleitorais para a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, pré-candidata à Presidência da República. O PSDB, por sua vez, não abre mão de candidatura própria no Estado. Por que não podemos indicar o cabeça de chapa?, questionou o vice-presidente estadual do PFL, deputado federal Abelardo Lupion. O presidente do partido, João Elísio Ferraz de Campos, disse que, ao defender candidatura própria, o PFL estadual não está adotando postura diferente da mantida com as bases aliadas.
Sou candidato e vou até a convenção, garantiu Greca. Em busca do respaldo da cúpula nacional, Greca conversou na quarta-feira com o senador Jorge Bornhausen (SC), presidente nacional do PFL.
Uma das possibilidades seria entregar o cargo de vice ao PFL, numa chapa encabeçada pelo PSDB. O próprio governador já havia sinalizado com a possibilidade de o PFL sair a reboque do PSDB.
Políticos paranaenses acreditam que o TSE deve determinar a obrigatoriedade da repetição das alianças, o que muda radicalmente o panorama delineado até agora. Inimigos ferrenhos no Estado, como PMDB e PFL, por exemplo, podem ter que dividir palanque.





