PFL permite saída honrosa a Roseana
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sexta-feira, 12 de abril de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Após denúncias, explicações, queda nas pesquisas e racha interno, a cúpula do PFL reuniu-se ontem e divulgou a posição oficial do partido quanto à candidatura presidencial da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PFL): cabe a ela dizer se fica ou não na disputa.
Maia afirmou que acredita na permanência de Roseana no páreo. Ao lado do presidente nacional da legenda, senador licenciado Jorge Bornhausen (SC), ele é um dos poucos que sustentam essa hipótese na sigla, que está dividido. Apesar do aparente apoio de Maia e Bornhausen, o comitê central da campanha presidencial de Roseana, em Brasília, que seria inaugurado na última segunda-feira, teve a montagem interrompida. Os funcionários foram dispensados.
Roseana continua num patamar de segundo lugar nas pesquisas e a população está cada vez mais esclarecida sobre a manipulação que ocorreu no processo, afirmou o prefeito do Rio, referindo-se a possíveis interferências do governo na operação da Polícia Federal (PF) realizada na Lunus Serviços e Participações, empresa que pertence à pré-candidata do PFL a presidente e ao marido dela, Jorge Murad, secretário extraordinário para Assuntos da Área de Ciência e Tecnologia do Maranhão.
AtaquesOs ataques ao governo foram o assunto preferido pelo porta-voz da coordenação de campanha pefelista. Vai ser um abraço de afogados, afirmou Maia, alertando que, se Roseana perde com o caso Lunus, a candidatura tucana do senador José Serra (SP) também, uma vez que a população associa ao governo, segundo pesquisas, à operação na empresa do Maranhão. O melhor para todos é usar o regime democrático e não usar a máquina do governo para desgastar nenhum candidato, disse o prefeito. Fernando Henrique tem de pôr em prática a democracia que ele prega em seus livros.
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que seu governo não se intromete em questões de campanha e se recusou a responder diretamente às acusações dos pefelistas. Tenho um estilo que não é de agressões pessoais, que é de respeito à institucionalidade, e vou manter isso até o final do mandato, afirmou.
César Maia disse ainda ter informações de que a pré-candidatura de Anthony Garotinho (PSB) à presidência será o próximo alvo dos ataques do governo federal. A bola da vez agora é o Garotinho. As baterias da KGB do governo federal vão se voltar contra Garotinho, disse Maia, referindo-se ao serviço secreto do antigo regime soviético. Eles estão querendo eliminar os adversários para nomear o candidato à presidência da Republica, disse o prefeito do Rio.


