Brasília - O presidente do PFL, Jorge Bornhausen (SC), pediu hoje (02) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão dos repasses do Fundo Partidário ao PT por um ano. Bornhausen alega que o partido se beneficiou de R$ 70 mil gastos pelo Banco do Brasil na compra de ingressos para um show da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano, para angariar fundos para a construção da nova sede do PT. O PFL apresentou, ainda, uma notícia-crime contra o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, na Procuradoria Regional da República da 1Região, em Brasília.
De acordo com Bornhausen, o PT descumpriu a lei que rege o funcionamento dos partidos políticos ao aceitar o patrocínio de uma empresa de economia mista para um evento partidário. ''O Banco do Brasil cometeu crime eleitoral ao doar dinheiro e o partido cometeu crime por ter aceitado.''
O Fundo Partidário é dinheiro público neste ano, foram distribuídos R$ 115 milhões aos partidos, proporcionalmente ao número de representantes que tenham na Câmara. Como maior partido na Casa, o PT recebe mais dinheiro: 9% dos repasses. Bornhausen ressaltou que a Lei Orgânica dos Partidos (LOP) proíbe o recebimento de recursos de sociedade de economia mista, como é o caso do BB.
O presidente do PFL lembrou que Casseb já reconheceu o erro, mas nada fez para punir os responsáveis diretos pela ''doação''.

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