O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, negou que tenha partido dele, ou de outros caciques do partido, a orientação para que o ex-secretário da Casa Civil detonasse o processo de demissão coletiva dos secretários do governador Jaime Lerner. ‘‘Estou sabendo disso (sobre os pedidos de demissão) por seu intermédio e isso é um problema de governo. Não nos cabe, e nem caberia, uma interferência nesse sentido’’, assegurou o senador em entrevista à Folha, de Florianópolis, ontem.
Bornhausen repete praticamente as mesmas declarações que fez nas duas oportunuidades em que esteve em Curitiba, durante a campanha pela reeleição do prefeito de capital, Cassio Taniguchi. Alceni Guerra alegou que pediu demissão porque havia cumprido a ‘‘missão’’ delegada a ele por Bornhausen: tornar Jaime Lerner um nome viável para disputar a Presidência da República em 2002.
Ontem, em notícia distribuída para os jornais, Jaime Lerner chegou a afirmar que o pedido de afastamento de Alceni Guerra – que começou o processo de demissão coletiva dos secretários de Estado ‘‘reproduz’’ a sua ‘‘orientação’’. Nos bastidores da política paranaense, no entanto, comenta-se que a mudança completa do secretariado teria sido sugerida pela executiva nacional do PFL, o partido do governador e da maioria dos aliados dele. A cúpula teria sustentado Alceni como um interlocutor do processo. (R.B.N.)

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