PFL mantém candidatura de presidente em aberto
O PFL do Paraná decidiu dar uma trégua à ‘guerra interna’ sobre quem vai ser o novo presidente do partido. O assunto, que gerou um confronto entre os grupos do governador Jaime Lerner e do deputado federal Abelardo Lupion, só será retomado formalmente às vésperas da convenção estadual do PFL, no dia 10 de abril, em Curitiba. Até lá, o partido busca um entendimento para evitar o bate-chapa e uma fórmula para contentar Lerner que não quer ver Lupion no comando.
Uma reunião ontem à tarde, no Palácio Iguaçu, com os deputados federais e estaduais, e com o chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas, definiu critérios para a escolha do novo diretório. O presidente do PFL, José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho, conduziu as discussões. Não há veto oficial à candidatura de Lupion, porém todos os filiados do PFL têm direito a pleitear a presidência.
Os critérios redefinidos ontem são os mesmos defendidos pelo presidente nacional do PFL, ex-senador Jorge Bornhausen, quando da sua visita ao Paraná, no final de semana. Pela nova regra, Lerner fica com o direito de indicar sete nomes para o diretório, integrado por 71 pefelistas. Cinco ex-governadores e seis ex-presidentes - que juntos formam o grupo de ‘‘notáveis’’ - também estão no bolo. O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, é membro, com direito a indicar outro nome.
Os dez deputados federais, os onze estaduais, e os quatro suplentes mais votados de cada uma das bancadas integrarão o diretório. Os parlamentares terão poder para indicar outro pefelista. Plauto Miró vota duas vezes por ser líder do partido na Assembléia. Na reunião de ontem, o PFL acertou ainda o grupo dos delegados estaduais com direito a voto na convenção nacional de maio. Fazem parte os 11 deputados estaduais, Lerner, Taniguchi, Carvalhinho, o ministro de Esportes Rafael Greca, e o ex-deputado Alexandre Ceranto.
Tato Taborda evitou de falar na possibilidade cogitada por Lerner de lançar o ex-prefeito Saul Raiz à presidência. O clima não recomendava. Lupion chegou no Palácio por volta das 15 horas acompanhado do líder da bancada federal, Joaquim dos Santos Filho, e do deputado Affonso Camargo. Irritado com a mudança de rumos, Lupion saiu da reunião mantendo sua candidatura, mas sem a garantia de que será nome de consenso.
‘‘Estamos trabalhando pela união’’, disse Carvalhinho. O deputado federal Werner Wanderer, detentor da 2ª tesouraria nacional do PFL, falou ontem na reunião em nome do comando nacional. ‘‘O PFL nacional não aceita brigas e disputas’’, disse. (L.D)

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