PFL libera alianças estaduais
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segunda-feira, 17 de abril de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, disse ontem, em Curitiba, que a executiva nacional não irá interferir nas decisões do diretório estadual quanto às alianças do partido no Paraná. Isso, desde que o candidato ao governo do Estado apoiado pelos pefelistas paranaenses também se alinhe com a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República.
O PMDB pode vir a engrossar a aliança nacional entre PFL e PSDB, mas isso ainda está em negociação, lembrou Bornhausen. No entanto, essa possibilidade no Paraná está totalmente descartada, reafirmou o presidente estadual do PFL, deputado federal Aberlado Lupion, assegurando que, no Paraná, o PSDB será aliado. Segundo ele, o Paraná é um dos 10 estados brasileiros onde tucanos e pefelistas acertaram pré-alianças.
A decisão do PFL paranaense de não se aliar ao PMDB pode reforçar a possível candidatura do senador de Osmar Dias (PDT). Ele é, até o momento, o nome de maior simpatia entre os representantes do diretório estadual do PFL. Lupion foi cauteloso em apontar outras possíveis alianças. O partido aguarda a definição do cenário nacional para decidir o que fazer nas eleições ao governo do Estado. Nós queremos ganhar a eleição no Paraná e, para isso, apostamos em duas coisas: unidade partidária e boas alianças. A unidade já está consolidada. As alianças estamos costurando, declarou.
Lupion deixou claro, ontem, que o maior objetivo do PFL do Paraná é fazer bancada no Congresso Nacional. A intenção é conseguir eleger de cinco a oito deputados federais. Hoje, apenas dois parlamentares paranaenses representam o PFL na Câmara Federal: Eduardo Sciarra e Lupion. Para a Assembléia Legislativa, a pretensão do partido é emplacar de nove a 12 deputados.
De acordo com Bornhausen, no quadro nacional, o que já está acertado é que o PFL indicará o nome do vice na chapa de Alckmin. O partido está fazendo consultas internas para fechar a lista com os possíveis nomes. Queremos saber do candidato (Alckmin) o perfil que ele deseja. Tem que haver entrosamento e bom relacionamento não só na campanha, mas nos procedimentos administrativos durante o governo, ponderou o senador.


