Curitiba - O PFL não sabe o que fazer em relação à posição destoante de Jaime Lerner. O apoio do chefe do Executivo paranaense ao candidato do PSDB, José Serra, gerou, nos bastidores, um constrangimento na cúpula pefelista, que ainda não definiu o rumo nas eleições deste ano.
A direção do partido estuda saídas para a crise iniciada quando os pefelistas entregaram os cargos no governo federal, formalizando o rompimento com FHC. O comando nacional, entretanto, só decide que direção seguirá depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestar sobre a verticalização das coligações. A decisão sai nesta quinta-feira.
O vice-presidente estadual do partido, deputado federal Abelardo Lupion, preferiu ser cauteloso ao comentar a postura de Lerner. ‘‘O governador tem direito de ter a opinião dele. Mas a posição do partido será decidida em conjunto. O PFL está sobrevivendo graças à unidade’’.
A cúpula nacional tem reunião marcada para esta quarta-feira, quando discute as alternativas ao naufrágio da pré-candidatura de Roseana.
As estratégias dependem principalmente da decisão do STF. Se for derrubada a verticalização, PFL e PPS saem, em tese, beneficiados, porque ficariam liberados para uma composição. ‘‘O PFL tem duas saídas. Ou apóia alguém ou lança outro nome’’, resumiu Lupion.
‘‘Fica cada vez mais difícil que o sonho do governador de apoiar a candidatura do Serra seja um projeto do PFL’’, completou o deputado federal Rafael Greca, um dos pré-candidatos da legenda ao governo estadual.

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