Curitiba - Os principais partidos no Paraná já decidiram quem deverão apoiar no segundo turno do Estado, embate protagonizado pelos candidatos a governador Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PDT). O PPS, que no primeiro turno formava com o PFL a coligação Voto Limpo, encabeçada pelo então candidato ao governo Rubens Bueno, decidiria seu apoio na noite de ontem. Até o fechamento da edição, os pepessistas não tinham chegado a um acordo. Rubens, que também é o presidente do PPS no Paraná, mirou o adversário Requião e fez duras críticas à atual gestão durante a maior parte da sua campanha eleitoral.
O PFL anunciou ontem oficialmente o apoio ao candidato Osmar. E também deixou claro o que acontecerá com os filiados rebeldes. ''Quem não apoiar o Osmar está fora do partido'', ameaçou o presidente do PFL no Paraná, deputado federal Abelardo Lupion. Ao ser questionado sobre qual seria a posição do deputado estadual Nelson Justus (PFL), que mantém uma relação de amizade com Requião e já se declarou ''independente'' do partido em relação a alguns assuntos, Lupion esclareceu que ''Justus autorizou a emitir a ata da executiva do partido (que trata do apoio a Osmar)''. ''Ele é um grande companheiro, sempre respeitou o partido e não vai nos constranger'', garantiu Lupion.
O apoio do PFL a Osmar poderia ter saído no primeiro turno, mas, conforme destacou Lupion, o pedetista demorou para sair candidato. ''Surgiu outro candidato de oposição e nós ficamos impossibilitados de apoiar Osmar no primeiro turno. Mas ele é meu amigo de muitos anos e nós já tínhamos combinado de apoiá-lo caso houvesse um segundo turno'', admitiu Lupion. O PSDB, por outro lado, continua dividido em duas alas, uma de apoio a Osmar, comandada pelo presidente do PSDB no Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni, e outra de apoio a Requião, liderada pelo deputado estadual Hermas Brandão (PSDB), governador em exercício. ''Eu continuo com Osmar, mas não tem como ser uma decisão partidária. O PSDB continuará como está, rachado'', disse Rossoni.
O PT no Paraná está à espera da definição de apoios. A sigla não apoiará Osmar, que já estabeleceu ligação com o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). Mas, oficialmente, também só declara apoio a Requião se o peemedebista, em troca, apoiar Lula. A condição foi imposta pelo presidente do PT no Paraná, deputado estadual André Vargas, mas a maior parte dos filiados da legenda já está na campanha eleitoral do PMDB.

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