Curitiba - O candidato do PFL, vereador Osmar Bertoldi, corre o risco de sair isolado na disputa pela Prefeitura de Curitiba este ano. A uma semana do prazo final dado pela Justiça Eleitoral para que os partidos formalizem suas coligações, o PFL ainda não anunciou nenhuma aliança com uma sigla com representação significativa no Congresso.
O motivo do isolamento é o racha entre o PFL e o PSDB, causado pela candidatura do vice-prefeito Beto Richa à prefeitura. O PSDB tem sido mais ágil na atração dos partidos da base de apoio: além do PSB, o PP também confirmou ontem sua adesão à candidatura de Beto. Além disso, há grandes chances que o PDT também se junte ao ''chapão'' após a convenção do partido marcada para sábado.
A perspectiva de poder realizar coligações apenas com siglas que agregam pouco tempo de propaganda na tevê tem feito o PFL intensificar a busca por parceiros. O deputado estadual Mauro Moraes (PL) afirmou ontem que o assédio do PFL recrudesceu nos últimos dias. ''Tenho recebido ligações constantes do próprio Bertoldi, do prefeito e de outras lideranças do partido. Respeito muito o Bertoldi, que foi meu colega na Câmara dos Vereadores por 12 anos, mas minha candidatura própria à prefeitura é irreversível'', declarou o deputado.
Outro partido que apoiou Cassio Taniguchi ao longo de seus dois mandatos e que pode romper o vínculo é o PTB. O partido está cada vez mais próximo de formalizar a aliança com o PT do deputado estadual Ângelo Vanhoni, que já tem o apoio do PMDB.
O presidente do PFL municipal, ex-deputado federal Luciano Pizzatto, reconhece que o quadro no momento não é favorável a alianças com partidos de porte. ''Isso não significa que desistimos das coligações. Até a meia-noite do dia 30 (última data para que os partidos realizem suas convenções), nenhuma aliança está selada em definitivo'', comentou Pizzato.

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