Curitiba - O PFL pode deixar de dar apoio ao PSDB no Paraná e se aliar ao PPS caso os tucanos façam uma coligação com o governador Roberto Requião (PMDB). A posição do partido foi reforçada ontem pelo deputado estadual Durval Amaral (PFL) que salientou que isto significa coerência política. ''É o caminho natural para o PFL do Paraná, que é um partido de oposição'', afirmou. Amaral ponderou que é preciso esperar a decisão do PDT nacional se vai ter ou não candidato à presidência, mas acredita que o pré-candidato do PPS, Rubens Bueno, tem chances de levar o pleito deste ano para o segundo turno.
''Aquele que for para o segundo turno deve ter apoio de todos os outros candidatos. Daí é uma nova costura. Nós da oposição temos que construir alternativas'', afirmou Amaral. O deputado pefelista preferiu não criticar o PSDB sobre a possível aliança com o PMDB, garantiu que o partido não se sente traído pelos tucanos, porém afirmou que a coligação não deve dar certo. Para ele, ''a hora que os dois partidos se juntarem explode''. ''Esta aliança pode enfraquecer a candidatura de Requião porque não se explica. Os candidatos vão ter que passar a campanha toda explicando'', defendeu.
O presidente do PSDB-PR, deputado Valdir Rossoni, e o presidente interino do PDT-PR, deputado Augustinho Zucchi, preferiram não falar sobre alianças com o PMDB ontem e limitaram-se a repetir que é preciso esperar a decisão nacional do PDT, que deve acontecer no próximo dia 19. (A.B.)

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