São Paulo - A Executiva Nacional do PFL decidiu ontem cancelar a filiação partidária do deputado estadual mineiro George Hilton, flagrado no aeroporto de Belo Horizonte (MG) transportando dinheiro proveniente de doações de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus. É a segunda expulsão que o PFL determina em uma semana pelo mesmo motivo. As informações são da Agência Brasil. Na última terça-feira, o deputado federal João Batista (SP) também teve a filiação partidária cancelada pela Executiva depois de ser detido pela Polícia Federal ao transportar mais de R$ 10 milhões em sete malas. ''A exemplo do que o partido fez com o deputado João Batista, tomamos a mesma atitude com o deputado George Hilton'', afirmou ontem o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC).
A Executiva do PFL também aprovou denúncia a ser protocolada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que a Justiça investigue a utilização de dinheiro público em empréstimo feito pelo PT junto ao BMG (Banco de Minas Gerais). O PFL pede na ação que, se o TSE encontrar indícios de irregularidades, suspenda por um ano o repasse de Fundo Partidário ao PT. O líder do PFL no Senado, José Agripino Maia, disse que a denúncia baseia-se no artigo 31 da Lei Orgânica dos Partidos, que proíbe o recebimento de dinheiro, direta ou indiretamente, de empresas públicas, concessionárias, autarquias e empresas de economia mista.
Bornhausen informou que, antes de protocolar a denúncia, vai colher assinaturas do presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), e do presidente do PDT, Carlos Luppi (RJ).
Anteontem, o senador César Borges (PFL-BA) também encaminhou ao TSE ação pedindo o cancelamento do registro do PT, com a justificativa de que, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, assumiu irregularidades na prestação de contas do partido à Justiça Eleitoral.

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