PFL estima aumento de 20,9% do PIB com grande reforma
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de agosto de 1998
Nelson Breve Agência Estado 
Os economistas do PFL estimam que a grande reforma proposta anteontem pela direção do partido aos formuladores do programa de governo da campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso à reeleição resultaria num crescimento de 20,95% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, nos próximos quatro anos. Na avaliação deles, a adoção de todas as medidas propostas para o ajuste do setor público e o estímulo ao investimento resultaria num crescimento de 16,85% do consumo, 47,07% dos investimentos, 51,65% das exportações e 26,24% das importações até 2002. Para tornar viável esse cenário, o PFL propõe uma desoneração radical da produção para aumentar os investimentos privados, estimulando o consumo e criando empregos, e uma drástica reforma do Estado para equilibrar as contas públicas e retomar a capacidade de investimento do governo.
O cenário econômico do PFL é mais otimista do que o projetado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 1997, que calculou um salto de investimentos de 3% para 10% ao ano em 2001. O do PFL prevê um crescimento anual de 10% a partir de 1999. As projeções de crescimento do PIB feitas pelos economistas do PFL também são melhores. O BNDES projeta um crescimento anual de 3% a 5% até 2002.
Com a realização da grande reforma, o PFL prevê um crescimento de 3,5% em 1999, 4,5% em 2000, 5,5% em 2001 e 6,0% em 2002. No mesmo documento, há várias críticas ao atual governo. Mas, para evitar constrangimentos às vésperas da eleição, os trechos mais contundentes foram suprimidos antes da divulgação.


