O PFL de Londrina continua sem candidato a vice-prefeito nas eleições de outubro. Ontem, o próprio candidato a prefeito Farage Kouri admitiu que o pedido de impugnação da professora Josefina Vieira da Silva, conhecida como Tia Josi, é irreversível. Tia Josi é a segunda candidata a vice da coligação que deixa a chapa; a primeira, Dora Barnabé (PSB), teve a participação na campanha vetada pelo próprio presidente nacional do PSB, Miguel Arraes.
A ‘‘notícia de inegibilidade’’ contra a candidata foi ingressada anteontem pela eleitora Nívea de Cássia Sanches. Ela não teria se desincompatibilizado do cargo de membro do Conselho de Administração da Comurb (atual CMTU) em tempo hábil definido pela legislação. A lei prevê que o candidato em chapa majoritária deve se desincompatibilizar de cargo público no máximo quatro meses antes das eleições; e no caso de candidato a vereador, seis meses.
‘‘Temos que ser honestos: foi um descuido muito grande da parte dela e a impugnação eu acho que é válida’’, lamentou Farage. Ele disse ainda que ninguém no partido imaginou que Tia Josi pudesse ter problemas de inegibilidade porque ela já era candidata a vereadora – portanto deveria estar afastada do cargo público há seis meses.
‘‘O que temos que fazer agora é buscar um novo vice dentro da coligação. A lei deve estar acima das nosssas vontades’’, acrescentou. O candidato admitiu também que essa alternância de vices na chapa pode trazer um desgaste para a campanha. ‘‘Mas eu prefiro esse desgaste do que ficar discutindo uma maneira de dar um jeitinho’’, acrescentou.
Ainda segundo Farage, o partido deverá se reunir no final de semana para definir o novo nome para a chapa – desta vez de forma ‘‘profissional’’, segundo ele, para não haver nova mudança. Ele afirmou que a preferência continua sendo por uma mulher, mas já admite um homem na chapa. ‘‘Temos 3,6 mil filiados’’, justificou. A Folha tentou falar com Tia Josi, para comentar sobre a saída da chapa de Farage, mas ela não retornou a ligação. (colaborou Lucilia Okamura)

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