Brasília O PFL questionará na Justiça a legalidade da medida provisória (MP) editada pelo governo na sexta-feira que cria 2.797 cargos, 1.332 de comissão e 1.465 de função gratificada. O custo dessas contratações poderá chegar a R$ 58 milhões por ano. Para o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), a MP vai assegurar a transferência de cerca de R$ 17 milhões para os cofres do PT porque, lembrou, ''o partido cobra 30% do salário de seus filiados que ocupam cargos''. Isso, se todos os cargos forem preenchidos por petistas filiados. O PSDB também protestou contra a medida do governo.
''Trata-se de uma verdadeira operação gafanhoto, feita à revelia do cidadão que, mesmo sem ter qualquer vínculo partidário, está, involuntariamente, contribuindo para abarrotar a caixa de campanha do PT'', acusou. Na avaliação dele, a ação beneficiará uma legenda num ano eleitoral, em prejuízo das demais. A agremiação ingressará com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF).
''Mas não é contratando mais 3 mil pessoas sem concursos que o problema vai se resolver'', criticou.

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