Arquivo FolhaAlborghetti vai para o PFLO prazo fatal das filiações partidárias para as eleições de 98, que expira em setembro deste ano, e a iminência do governador Jaime Lerner (PDT) assinar ficha no PFL no está provocando uma ‘reengenharia’ no quadro de forças na Assembléia Legislativa. A partir de segunda-feira, o PFL passa a ser o partido com a maior bancada no Legislativo. De seis, passa a ter 13 deputados.
O PDT, partido atual do governador Jaime Lerner, perde a dianteira e corre o risco de se esvaziar, ficando com apenas um deputado. Luiz Carlos Martins e Nelson Tureck, ambos do PDT, assinam ficha de filiação ao PFL na segunda-feira com Aníbal Khury. Seguem ainda o presidente da Assembléia os deputados do PTB Marquinhos Alves, Geraldo Cartário, Eduardo Trevisan e Luiz Carlos Alborghetti.

Arquivo FolhaAmaral está na mira do PTBO PTB perde cinco deputados, ficando só com Ademar Traiano, mas trabalha com a perspectiva de aumentar para sete o coeficiente que detém hoje. O partido ‘namora’ quatro deputados do PDT, Valdir Rossoni, Edno Guimarães, Valmor Trentini e Joel Coimbra. Eles aguardam um sinal-verde de que o PTB apoiará a reeleição de Lerner para desembarcarem na sigla.
O grupo, liderado por Rossoni, buscou guarida no PSB, mas não obteve êxito. O partido, comandado no Estado por Vitório Sorotiuk, promete fazer oposição a Lerner em 98. O PTB pode ainda ‘seduzir’ os ex-peemedebistas Durval Amaral e Cleiton Crisóstomo. O primeiro já tem ficha assinada no PTB, sem registro na Justiça Eleitoral, e o segundo aguarda levantamento junto aos prefeitos de sua base eleitoral para tomar posição oficial.
Edgar Bueno foi o único parlamentar do PDT que, durante a última reunião do diretório estadual do PDT, marcou posição dando sinal que ficaria no partido, junto com a família Belinati, que não arreda o pé da sigla. Júlio Ando, por outro lado, estaria sondando o PPB. Enquanto Milton Puppio ainda não manifestou qual será o seu futuro partidário.
O PT passa a ter uma bancada com quatro. Perde Emerson Nerone, que se filia no recém-criado PSN (Partido da Solidariedade Nacional). O PMDB fica com oito deputados. Assim como o PSDB e PL tendem a ficar com a mesma bancada, seis e um respectivamente. A anulação do processo disciplinar, instaurado pela direção estadual tucana, acalmou o ânimo dos dissidentes, que ameaçavam ‘revoada’.
O PPB, que hoje possui uma bancada de seis, pode aumentar para sete. Desde que Júlio Ando esteja disposto a aderir ao partido sem a garantia adiantada de apoio automático à candidatura de Lerner.

mockup