Brasília - O PFL só decidirá amanhã a disposição de voltar ao plenário da Câmara para votar a proposta de emenda constitucional que prorroga a cobrança da CPMF para 2004 ainda nesta semana. O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), no entanto, não vai esperar e já tem um plano para votá-la na quarta-feira à noite. Repetindo que o Congresso não pode ser o ‘‘desaguadouro das crises eleitorais’’, Aécio pretende votar amanhã a redação do texto da emenda aprovado em primeiro turno, com algumas emendas de redação que não alteram o mérito do texto.
Com isso, o projeto tem que ser votado na Comissão Especial na quarta-feira de manhã. À noite, será a vez do segundo turno. ‘‘Falei com a governadora Roseana Sarney e com o líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE) para avançarmos na votação’’, disse Aécio.
O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, reafirmou ontem que é favorável à aprovação imediata da emenda constitucional em segundo turno. ‘‘Não pelo imposto, porque é cobrado em cascata, mas pelo ajuste fiscal e se depender de mim será votado esta semana’’, assegurou.
As posições contrárias à votação esta semana perduram, assegura o vice-líder do partido na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), mas estão mais flexíveis. Aleluia, que foi enfático, sexta-feira, na defesa do adiamento, está mais cauteloso. ‘‘O importante é o partido permanecer unido na decisão que tomar’’, afirmou. ‘‘Embora eu defenda o adiamento, não vamos criar um stress no partido por causa disso, pois não há pré-disposição para criar problemas’’. Segundo ele, o PFL ‘‘vai exercer sua independência sem ser irresponsável’’.

mockup