Brasília - Pefelistas de todo o Brasil reuniram-se ontem no Senado e rebatizaram o PFL, adotando o nome de Democratas e a legenda DEM. Mal promoveu essa mudança, o partido ensaia uma briga com o PSDB pela Prefeitura de São Paulo. Enquanto o recém-eleito presidente nacional da sigla, deputado Rodrigo Maia (RJ), e outros dirigentes partidários saíam em defesa da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), a cúpula do PSDB lançava o nome do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) a prefeito em 2008.
''A candidatura de Alckmin é um caminho quase natural e de expectativa do partido'', disse o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). ''Não existe nenhum canal umbilical que nos ligue ao PSDB'', observou o ex-presidente nacional do DEM Jorge Bornhausen, certo de que o candidato natural é Kassab e que ele não abrirá mão da reeleição em favor dos tucanos, mesmo que o aspirante em 2008 seja Alckmin.
O PSDB ofereceu ontem um ''jantar de boas-vindas'' ao ex-governador de São Paulo, que está de volta ao Brasil depois de dois meses nos Estados Unidos, onde faz um curso na Universidade de Harvard. Também foram convidados a participar da homenagem o governador José Serra (PSDB) e as bancadas tucanas na Câmara e no Senado.
Jereissati afirmou, no entanto, que a agremiação quer disputar a Prefeitura numa coligação com os democratas. ''Seria importante termos uma aliança com os democratas'', afirmou, ao destacar que o PFL ainda não tinha uma posição fechada sobre o lançamento da candidatura à reeleição do prefeito de São Paulo.
''Cada partido tem de ter seu projeto de poder. Vamos construir o nosso'', contestou Maia, mostrando que o DEM nasce mais distante do PSDB do que a legenda que o antecedeu. Mas lembrou que, quando o PFL lançou a senadora Roseana Sarney (MA) na corrida presidencial de 2002, ''foram eles (os tucanos) que destruíram a candidatura''.

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