PFL e PT discutem divisão de cargos
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sexta-feira, 22 de novembro de 2002
Agência Estado 
Brasília - Está aberta a temporada de caça a novas adesões no Senado. O acordo fechado entre o PMDB e o PT em torno da partilha das presidências das duas Casas do Congresso só valerá se o PMDB mantiver o status de maior bancada do Senado no dia 1º de fevereiro. Foi o que garantiu ontem o presidente nacional do PT, deputado José Dirceu (SP), ao presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC) e ao líder do partido no Senado, José Agripino (RN).
Os postos de comando do Congresso foram o tema principal da primeira conversa oficial entre dirigentes do PFL e PT. Decididos a ampliar os apoios ao novo governo, o presidente e os líderes petistas na Câmara, João Paulo Cunha (SP), e no Senado, Eduardo Suplicy (SP) fizeram uma visita de cortesia a Bornhausen e Agripino. Os pefelistas aproveitaram a oportunidade para cobrar esclarecimentos sobre que critério teria sustentado o acerto entre PMDB e PT, pelo qual a Câmara seria comandada por um petista e o Senado por um peemedebista.
''Para nós o importante era conhecer o pensamento do PT, se o critério era de preferência ou de número, porque no instante em que o acerto foi fechado PMDB e PFL estavam empatados em tamanho de bancada, com 19 senadores'', disse Bornhausen após o encontro. ''Ficou claro que, se por acaso o PFL foi a maior bancada, o PT não terá problemas em apoiar uma indicação deles para presidente do Senado'', resumiu o líder petista Suplicy, diante da garantia de Dirceu de que o PT respeitará as regras regimentais e a tradição.


