Parceiros no projeto da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB e o PFL vão brigar pela presidência da Câmara. Tucanos e pefelistas trabalham coligações nos Estados que lhes permitam eleger o maior número possível de deputados, mas o tamanho da bancada federal não deve encerrar a disputa. Líderes dos dois partidos apostam que o PFL se uniria ao PPB de Paulo Maluf, para enfrentar a aliança que os tucanos fariam com o PMDB na tentativa da comandar a Câmara.
A direção nacional do PSDB já orientou as regionais do partido a dar preferência ao PMDB na composição das alianças.
Uma precaução para enfrentar o que o líder tucano na Câmara, Aécio Neves (MG), chama de ‘‘aproximação natural’’ entre PFL e PPB. Os dirigentes do PFL evitam ‘‘a armadilha’’ de antecipar a discussão do projeto de chegar ao Palácio do Planato em 2002, mas admitem que a presidência da Câmara, que será definida ainda este ano, vale uma guerra com o PSDB.
‘‘O PSDB quer a presidência de pelo menos uma das Casas do Legislativo’’, diz o líder Aécio Neves. Aviso inócuo, na avaliação dos dirigentes do PFL. Eles acreditam que vão manter o comando do Senado, com a reeleição do presidente Antônio Carlos Magalhães (BA).
As projeções eleitorais feitas pela direção nacional do PFL indicam que o partido elegerá pelo menos 119 deputados federais.

mockup