PFL é o maior beneficiado com a dança partidária
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quarta-feira, 27 de agosto de 1997
Curitiba 
O anúncio de Lerner rumo ao PFL deve acomodar a dança partidária iniciada na Assembléia há cerca de 15 dias. Contabilizadas as baixas, o PDT, que era a maior bancada no Legislativo, fica com dois deputados, Luiz Carlos Zuk e Edgar Bueno. O PFL assume a dianteira com 16 deputados. E pode ficar com um a mais, desde que Beto Richa (PSDB) ceda ao namoro pefelista.
O PSDB corre o risco de minguar e ficar com apenas dois parlamentares: Sérgio Spada e José Maria Ferreira. As promessas do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias, de que PSDB e PFL não caminharão juntos em 98 como manda a orientação nacional, e de que o partido lançará candidato próprio no ano que vem, não estariam sensibilizando os deputados que ensaiam uma revoada rumo ao PFL, PTB e PMDB.
Os ex-pedetistas Luiz Accorsi e Julio Ando ainda não definiram que rumo vão tomar. Devem anunciar a decisão nos próximos dias. Ando quer falar com o governador Jaime Lerner antes, mas não esconde que está propenso a se filiar ao PPB, que tenta também seduzir Carlos Simões (PSDB) e Edson Silva Lino (PSDB) para ficar com nove parlamentares. Simões faz negociações paralelas com o PTB.
O PMDB pode ficar com a segunda maior bancada. Detém oito deputados e tem a perspectiva de conseguir a adesão dos tucanos Antonio Anibelli e Ricardo Chab. O PTB deve ficar com seis deputados, incluindo os secretários da Indústria e Comércio, Nelson Justus, e da Agricultura, Hermas Brandão. Ambos estão licenciados.
O PT fica com quatro deputados, um a menos com a saída de Emerson Nerone rumo ao PSN. E Horácio continua solitário no PL. (L.D)


