Curitiba - O PFL do Paraná incorporou o discurso do governador Jaime Lerner (PFL). A executiva estadual decidiu ontem defender o não-lançamento de candidato próprio à presidência nem coligar com outros partidos nacionalmente, ficando, assim, liberado para apoiar a candidatura ao governo do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB).
Lerner tem contrariado a cúpula nacional de seu partido, defendendo abertamente o nome do senador tucano José Serra na corrida pelo Planalto.
A posição do PFL paranaense será levada hoje à reunião da direção nacional, em Brasília, a partir das 17 horas. ‘‘Pelo menos por enquanto, o partido não deve coligar com ninguém’’, afirmou o presidente estadual, João Elísio Ferraz de Campos. A expectativa é que o comando da legenda decida na próxima semana que postura vai adotar para as eleições de outubro.
O partido está dividido. A maioria quer sacramentar uma composição entre PSDB, PFL, PSL e PPB, antes que a união acabe prejudicada. ‘‘Temos que fechar logo essa coligação. A prioridade absoluta é coligar na proporcional’’, avaliou o líder governista Durval Amaral (PFL), lembrando que a reeleição é a preocupação dos deputados estaduais. A bancada federal, no entanto, prefere prolongar as discussões. O vice-presidente da sigla, deputado federal Abelardo Lupion, não tem pressa na definição. ‘‘Temos até dia 12 de junho (data da convenção) para decidir. Vamos conversar’’.
Uma minoria prefere lançar candidatura própria à sucessão de Jaime Lerner. O deputado federal Rafael Greca e o ex-secretário do Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski reivindicam o direito de serem candidatos. Sem o apoio do governador e na falta de consenso dentro do partido, Greca recuou –pela primeira vez– e já admite uma ampla coligação governista. Ficinski diz que poderia ser vice de Beto.
Uma ala do partido está desconfortável com o apoio de Lerner a José Serra. ‘‘A partir do momento que a executiva nacional tomar uma posição, o governador (Jaime Lerner) que apóie quem ele quiser. Quem não estiver satisfeito, que fale por si. Quem fala em nome do PFL é o presidente nacional, Jorge Bornhausen’’, afirmou Lupion.

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