Curitiba - A ala dissidente do PFL, que não apoiou a coligação com o PSDB na convenção de sábado, deve decidir esta semana que postura tomará nas eleições de 6 de outubro. O grupo que tentou emplacar candidatura própria do deputado federal Rafael Greca reúne-se em Brasília até sexta-feira, ou no início da próxima semana.
O presidente estadual do PFL e defensor da aliança com os tucanos, João Elísio Ferraz de Campos, está cauteloso. Para conter eventuais casos de infidelidade no partido, a executiva regional montou uma comissão encarregada para aparar as arestas. Os pefelistas querem evitar surpresas, como a possível migração dos dissidentes para a campanha do senador Alvaro Dias (PDT), por exemplo.
O deputado federal Rafael Greca – o ex-pré-candidato do partido ao governo do Estado, derrotado na convenção por 189 a 102 votos – pretende se dedicar nos próximos dias a ouvir os delegados do partido que o apoiaram, para saber qual rumo eles preferem tomar. Greca garantiu que não pensa em deixar o PFL.
Questionado sobre a possibilidade de vir a apoiar o candidato tucano ao governo, o vice-prefeito de Curitiba Beto Richa, Greca disse que ainda não decidiu. ‘‘Estou sereno e confiante. Vamos encontrar um caminho’’, declarou. O deputado diz ter encarado a derrota com humildade. ‘‘Mas tivemos uma votação expressiva, quase 40% do partido. Descobri companheiros que não conhecia’’, completou Greca.
O vice-presidente estadual do PFL, deputado federal Abelardo Lupion – simpatizante da candidatura própria –, disse que está de ‘‘quarentena’’, e que vai a Brasília hoje conversar com o presidente nacional da sigla, senador licenciado Jorge Bornhausen. Lupion também pretende conversar hoje com o deputado Joaquim dos Santos Filho, também adepto à tese de candidatura própria.

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