Curitiba - O presidente regional do PFL, João Elísio Ferraz de Campos, e o governador Jaime Lerner, se reuniram ontem à tarde durante mais de três horas para discutir a sucessão estadual. A reunião foi convocada à última hora por Lerner e ocorreu no Palácio Iguaçu. O principal assunto foi o leque de alianças que o partido deve fazer para as eleições de outubro. E a possibilidade de um acordo entre o principal aliado do governo, o PSDB, com o PMDB do senador Roberto Requião, maior crítico da atual administração.
O presidente do PFL não descarta nenhuma aliança política, mas ressalta que a chapa ideal ao governo do Estado e às duas vagas ao Senado, deveriam ser preenchidas, preferencialmente, por candidatos do seu partido. ‘‘Só que na política nem sempre se faz o que se quer’’, diz João Elísio.
Na sua opinião, a chapa que dará base à sucessão no Estado será composta pelo seu partido, pelo PSDB, PPB e PTB. O que não impede, segundo ele, a agregação de outras siglas menores.
Ele garante que o partido não terá constrangimentos em fazer acertos com qualquer sigla ou com qualquer nome, ‘‘desde que prevaleçam os interesses do Paranᒒ. Em tese, portanto, João Elísio não descarta uma aliança com Requião e nem mesmo com o senador Alvaro Dias (PDT), expulso recentemente no PSDB.
Integrantes do grupo governista na Assembléia Legislativa, no entanto, rejeitam totalmente a aproximação de Requião com o ninho tucano. O líder do governo na Casa, Durval Amaral (PFL), por exemplo, defende um acordo com aliados históricos do governo e diz que a tentativa de Requião ao se aproximar do PSDB mostra o desespero de quem ficou isolado na corrida sucessória.
Para Amaral a aliança à sucessão deve contar ainda com a participação do PSC, dirigido no Estado por Giovani Gionédis, ex-secretário de Fazenda de Lerner. Gionédis entrou em rota de colisão com a administração estadual ao se posicionar contra a venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e encaminhou diversas ações à Justiça para impedir a privatização da estatal.
O diretório estadual do PSDB se reuniu anteontem à noite para discutir, entre outros assuntos, o quadro sucessório no Estado. O presidente da sigla no Estado, deputado federal Basílio Villani, disse que todos as conversas de possíveis alianças, como a discutida entre o presidente da Assembléia, Hermas Brandão, e o senador Roberto Requião, são feitas em caráter pessoal, e não têm o aval do partido. ‘‘O PSDB só terá uma posição oficial sobre os acordos partidários depois que a executiva nacional definir os partidos aliados’’, afirma Villani.

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