PFL deve sair já do governo, cobra líder
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sexta-feira, 08 de março de 2002
Agência Estado 
Brasília - O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), fez novo apelo, ontem, à coerência e ao caráter dos que ocupam cargos na administração federal, sob indicação do PFL, para que deixem suas funções imediatamente. A Comissão Executiva Nacional do PFL, aprovou, por unanimidade, a nossa saída do governo. Por uma questão de coerência e caráter, todos os filiados no partido que ocupam cargos no governo devem pedir demissão, insistiu, o senador.
Bornhausen vem recebendo informações de todo o país no sentido de que indicados pelo partido ou mesmo filiados não estão encaminhando os pedidos de demissão, conforme decisão da Executiva, na última quinta-feira. Bornhausen voltou a falar na única exceção admitida: o Secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, por ter sido convidado a permanecer pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan. Todos os outros devem sair, afirmou.
Imediatamente após as declarações de Bornhausen, o presidente da Caixa Econômica Federal, Emílio Carazzai, divulgou nota oficial, reafirmando sua permanência no cargo. Convidado pelo vice-presidente da República, Marco Maciel, Carazzai lembra, na nota, que não é filiado ao PFL.


