Curitiba - O PFL do Paraná deve formalizar na próxima segunda-feira o apoio à candidatura do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), ao governo do Estado. É o que indicam as conversas mantidas até agora entre as lideranças do partido.
A expectativa era bater o martelo esta semana, mas as denúncias veiculadas pela revista Veja acusando o arrecadador de recursos da campanha do presidenciável José Serra (PSDB) ao Senado, Ricardo Sérgio de Oliveira, de cobrar propina no processo de privatização da Vale do Rio Doce, colocou um freio no PFL estadual. ‘‘A decisão sai nem que seja no voto’’, disse o líder pefelista na Assembléia Legislativa, deputado Plauto Miró Guimarães, integrante da executiva. A posição do PFL pode ser formalizada por 13 votos, que é o total da executiva.
Outra ala do partido prefere a candidatura própria. O deputado federal Rafael Greca, um dos maiores defensores dessa tese, é pré-canditado ao governo. ‘‘Candidatura própria é tiro na cabeça. Não conseguiremos nem reeleger os oito deputados estaduais’’, avaliou Plauto Guimarães. O deputado esteve reunido segunda-feira com o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), que reafirmou seu apoio a Beto.
Hoje à tarde, a cúpula estadual do PFL tem reunião agendada com o governador Jaime Lerner (PFL). Lerner deve reiterar sua preferência pela candidatura tucana. O governador quer uma coligação com PFL, PSDB, PPB, PSL e até PTB para fazer seu sucessor

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