A executiva estadual do PFL aprovou ontem a dissolução do diretório municipal do partido em Londrina. A solução foi apresentada pelo presidente da comissão provisória do partido, Farage Khoury, e desagradou aos vereadores do partido – Adalberto Pereira, Antônio Ursi e Carlos Santa Rosa – que acompanharam a reunião em Curitiba e defendiam uma simples substituição de nomes na direção do partido na cidade através de uma intervenção. ‘‘O mal ao partido já foi feito, agora cabe a nós resolver este problema imediatamente’’, avaliou o deputado federal e vice-presidente da executiva, Abelardo Lupion.
Também ficou decidido que uma comissão formada por Lupion, o deputado federal Joaquim dos Santos Filho e o deputado estadual Durval Amaral vai coordenar o processo de formação da nova representação. Na segunda-feira haverá uma nova reunião para definir quais os filiados que vão assumir o diretório. ‘‘Deveremos ir a Londrina e avaliar os nomes que deverão ser indicados. Até o dia 25 deveremos estar com um novo diretório formado e, assim, teremos tempo suficiente para organizar nossa convenção’’, apostou Lupion.
A medida não teve boa repercussão entre os vereadores do partido. ‘‘Precisávamos de uma solução imediata. Não há como chegar a um consenso em uma semana’’, reclamou Adalberto. Ursi afirmou que os vereadores teriam a prerrogativa de indicar as pessoas que deverão integrar o novo diretório. ‘‘Até trouxemos uma lista com nomes de filiados ao PFL que se ofereceram para participar do novo diretório’’, resignou-se. ‘‘Estamos angustiados para reorganizar o partido’’, afirmou Santa Rosa.
Lupion foi obrigado a encerrar a reunião para evitar uma discussão entre Farage e Adalberto. Adalberto reivindicou à executiva que os indicados ao novo diretório deveriam, obrigatoriamente, não pertencer ao grupo do prefeito afastado de Londrina Antonio Belinati. Como o deputado estadual Basílio Zanusso perguntou a Adalberto como estava a situação dos pré-candidatos a vereador na cidade, Farage intercedeu e disse que poderia responder.
Adalberto não gostou e pediu para Lupion lhe assegurar o direito de responder. Lupion voltou a dizer que a formação do diretório deveria ser analisada na próxima segunda-feira. Mas Farage pediu a palavra e acusou os vereadores de estarem pedindo a intervenção para que o PFL pudesse fazer ‘‘coligações’’. ‘‘Não posso admitir este comportamento de discutir em público assuntos de dentro do partido. Pelo código de ética do PFL eles (os três vereadores) poderiam ser expulsos’’, ameaçou Lupion.
Candidato declarado à Prefeitura de Londrina, Farage ainda tentou, em vão, fazer com que os presentes na reunião ouvissem uma gravação, na qual Adalberto daria indíios que o PFL iria se coligar para a disputar a prefeitura.
No ano passado, o diretório do PFL de Londrina também sofreu intervenção da executiva estadual. O deputado federal Alex Canziani, que detinha o controle do partido na cidade, rompeu com Belinati e migrou para o PSDB. Belinati assumiu o comando do diretório e indicou seus componentes, a maioria deles secretários ou ex-secretários de sua administração.

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