Curitiba - O PFL do Paraná decide hoje o rumo que vai tomar nas eleições de 6 de outubro. Durante convenção estadual, o partido define se apóia o projeto político do deputado federal Rafael Greca, de ter candidato próprio, ou se homologa o nome do vice-prefeito Beto Richa (PSDB) como o candidato pefelista ao governo do Estado.
Ontem, foi protocolada oficialmente a proposta do PSDB de coligação com o PFL, oferecendo a vaga de vice-governador e deixando duas vagas do Senado abertas para que os partidos coligados decidam os nomes dos candidatos da aliança. A proposta será submetida a apreciação dos convencionais, caso a tese de candidatura própria seja derrotada.
A convenção terá início às 9 horas. O encontro só poderá ser oficialmente aberto depois que 20% dos membros com direito a voto estiverem presentes. Primeiro o PFL vai perguntar aos convencionais se eles querem candidatura própria, respeitando a orientação nacional. Antes da votação será dado um tempo de dez minutos para que oito pessoas defendam suas posições contra e a favor da proposta.
Depois deste prazo, Rafael Greca fará um pronunciamento de 20 minutos. O ex-secretário de Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski, que também sonha em integrar a chapa majoritária ou como cabeça ou como vice de Beto, também tem direito a 20 minutos.
O governador Jaime Lerner e o prefeito Cassio Taniguchi, ambos filiados ao PFL, poderão fazer uso da palavra, caso queiram, desde que seja apenas para encaminhamento da votação. Ambos vão defender a coligação com o PSDB, em detrimento ao projeto político de Greca.
Caso seja aprovada a candidatura própria, os pefelistas votarão qual será o candidato do partido. Nem Greca nem Ficinski têm seus nomes garantidos. Caso seja rejeitada a proposta, o aval ao nome de Beto será por aclamação. Bem como os candidatos a vice e ao Senado. Ficinski e a vice-governadora Emília Belinati registraram-se como pré-candidatos a vice e ao Senado, respectivamente.
A convenção do PFL vai servir também para homologar os candidatos a deputados federais e estaduais que irão disputar as eleições deste ano.
Caso seja aprovada a candidatura própria, os convencionais poderão escolher o nome da segunda vaga para o Senado. O mais cotado seria o do ex-prefeito de Apucarana, Voldimir Mirão Maistrovicz, atualmente presidente do Grupo Promotor do Desenvolvimento Regional de Londrina.
O Estatuto do PFL define que a votação seja encerrada após cinco horas de iniciada. Os votos serão apurados (da primeira proposta) e ocorrerá naturalmente a votação da sequência da pauta. ‘‘Não podemos fugir dos ritos’’, disse ontem Lupion, que presidiu a reunião da executiva estadual. Cada candidato terá direito a um fiscal em cada urna para acompanhar a votação e a apuração dos votos.
A previsão é de que a convenção deve estar encerrada às 18 horas.

mockup