PFL decide rejeitar corte dos incentivos fiscais
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sexta-feira, 21 de novembro de 1997
Agência Estado Brasília 
A executiva nacional do PFL decidiu ontem, por unanimidade, rejeitar o corte de incentivos fiscais às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e à Zona Franca de Manaus. A reação do partido contra o governo federal ocorreu um dia depois de mostrar fidelidade de 100% na votação do segundo turno da reforma administrativa. Outros partidos da base de sustentação do governo deverão juntar-se ao PFL na luta pela manutenção dos incentivos.
Coube ao líder do partido na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), a missão de pedir aos dirigentes pefelistas a formação da frente contrária ao fim dos incentivos fiscais. Somos a vanguarda das reformas; o governo tem que se lembrar disto, disse Inocêncio Oliveira. Para mostrar que o PFL tem alternativas, Inocêncio sugeriu que o governo cubra os incentivos com a verba repassada pela União aos fundos de pensão.
Inocêncio Oliveira previu um futuro catastrófico para as regiões atingidas pelos cortes. Só os R$ 329 milhões que deverão ser tirados do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) - constantes no pacote de ajuste fiscal - vão representar demissão de 57 mil trabalhadores, e inibir a geração de empregos.


